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Bossa Nova, uma nova bossa!

Quando se achava que nada mais de novo poderia aparecer, quando a mesmice dos tons usuais, das monótonas melodias e dos mesmos ritmos pareciam ser o acorde dominante na vida brasileira, eis que surgem eles. Sem grandes arroubos ou pretensões, do jeito manso e imprevisível de um felino que se prepara para o bote, o Rio de Janeiro foi o palco em que grupo de jovens músicos resolveram criar o inaudito. Da mistura entre samba e jazz nasceu o ritmo, a melodia, a sonoridade mais marcante da música brasileira. Sincopada, descompassada, desafinada. Um novo samba, sem ser samba. Entre paus e pedras, no momento preciso em que se acreditava ter chegado o fim do caminho. Tom, Vinícius, João, todos juntos e cada qual um pouco sozinho, lançavam uma outra bossa na música brasileira. A Bossa Nova, o jeito novo, a arte nova, que nasce e renasce, é feita e refeita a cada acorde despretensioso no violão. Muito se acusa a Bossa de não ser revolucionária. Mas seu olhar apaixonado voltado para o cotidiano, sua forma poética moderna, sua harmonia com acordes alterados, sua forma singela de interpretação na voz e violão, sem arroubos, na simplicidade de ser brasileiro, significam uma revolução nas sensibilidades e na forma de encarar o mundo. Afinal, bastava uma bela praia como cenário, o Corcovado como pano de fundo e o samba no coração. Mais que isso, só um banquinho e um violão. Quem compareceu no dia 14 de novembro na Coopel, pode vivenciar essa “Bossa Nova”, cantada por alunos, pais e mestres.
mestre Osmar A. Fick Junior

   

   

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